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DCC da UFMG e Maxtrack fecham parceria na área de IoT

O ecossistema de inovação em Minas Gerais acaba de ganhar mais uma parceria importante. O Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC/UFMG) e a empresa mineira Maxtrack fecharam contrato, no início deste mês, para a realização de um projeto na área de internet das coisas (IoT). A pesquisa será possível por meio do investimento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

De acordo com o fundador da Maxtrack, Gustavo Horta Travassos, a parceria permitirá a popularização de uma tecnologia que hoje é restrita a grandes empresas ou órgãos públicos. Ele se refere ao vídeo analítico, que consiste na aplicação de técnicas de visão computacional às imagens de câmeras de segurança, a fim de se extrair delas informações relevantes. Com fábrica instalada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Maxtrack atua há 15 anos com tecnologia de rastreamento e telemetria. A empresa tem milhares de câmeras espalhadas no Brasil, oferecendo soluções para monitoramento de carga, contêineres, pessoas, animais, ativos fixos e móveis.

Segundo o fundador, os clientes da Maxtrack já conseguem acessar as imagens de seu interesse na nuvem. Mas, com a pesquisa financiada junto à Embrapii, eles passarão a ter acesso, também, a uma série de informações que serão geradas automaticamente a partir dessas imagens. “Essas informações estão ligadas à gestão de todo tipo de negócio. Por meio do vídeo analítico será possível, por exemplo, um comércio fazer o monitoramento do fluxo de clientes e do tempo de espera na fila. Já nas residências ele poderá identificar pessoas, carros e informar quem chegou”, detalha.

O empresário não revela o valor investido na pesquisa, mas adianta que a tecnologia estará disponível para o mercado em um período de um ano. Segundo ele, um dos principais ganhos dessa pesquisa é que ela trará essa tecnologia a um custo baixo, democratizando o seu acesso. “Hoje já existem empresas que desenvolvem esse tipo tecnologia, mas a um custo tão alto que ela fica restrita a grandes clientes. A partir dessa pesquisa, essa solução estará disponível até para uso residencial”, afirma.

O trabalho de financiamento de empresas inovadoras feito pela Embrapii acontece desde 2014 e seu principal objetivo é compartilhar os riscos de projetos com as empresas, estimulando o setor industrial a inovar mais. O apoio se dá por meio unidades e núcleos da Embrapii, como é o caso do DCC/UFMG. Essas unidades e núcleos selecionam as empresas que pretendem apoiar e ficam responsáveis por 30% do aporte necessário para o projeto. A Embrapii também participa com mais 30% do investimento e o restante fica a cargo da própria empresa.

De acordo com o diretor da unidade Embrapii DCC/UFMG, Geraldo Robson Mateus, esse é o primeiro projeto que o departamento apoiará por meio desse programa. O DCC foi reconhecido como unidade Embrapii em setembro do ano passado e, até então, estava em busca de projetos que seguissem a mesma linha de pesquisa do departamento, que é a ciberfísica. Segundo ele, há cerca de 30 projetos em análise, sendo o da Maxtrack o pioneiro.

“O departamento já trabalhava com a Maxtrack e, agora, surgiu essa possibilidade de usar os recursos via Embrapii para financiar um novo projeto. Para nós essa oportunidade é muito importante, pois intensifica nossa interação com a sociedade e com as empresas”, afirma. Ele ressalta a importância da missão da Embrapii, que é de estimular a inovação por meio do compartilhamento dos riscos dos projetos com as empresas.

 

Fonte: Diário do Comércio


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